Quando Jerusalém foi destruída?

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Quando Jerusalém foi destruída?

Mensagem por erreve em Ter Dez 06, 2011 10:37 am

Quando Jerusalém foi destruída?

Mais um golpe mortal na doutrina de 607 AEC desferido por Olaf Jonson, autor do livro Os Tempos dos Gentios Reconsiderados, contestando o artigo publicado em duas partes nas revistas A Sentinela de 1/10/11 e de 1/11/11 (edições para o público)

Parte 1 do artigo: http://kristenfrihet.se/spanish/critique%20Wt%20Oct1%202011%20by%20coj.pdf (espanhol).

Parte 1 do artigo: http://kristenfrihet.se/vtsvar/vtsvar1.pdf (inglês)
Parte 2 do artigo: http://kristenfrihet.se/vtsvar/vtsvar2.pdf (inglês)

O que mais espanta é a ATCJ continuar defendendo uma doutrina que está em total desacordo com a verdade histórica. Como o autor publica na conclusão, a ATCJ criou um conflito da Bíblia com a Ciência que, narealidade, não existe.
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Re: Quando Jerusalém foi destruída?

Mensagem por erreve em Ter Dez 06, 2011 2:24 pm

Prezados,

Para poder adaptar o artigo para o que foi publicado em português, preciso de cópias digitais dos artigos. Se alguém puder e desejar colaborar, por favor entre em contato comigo por MP.

RV
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Re: Quando Jerusalém foi destruída?

Mensagem por erreve em Qui Dez 08, 2011 1:37 pm

As considerações feitas aqui baseiam-se na versão em espanhol do comentário de Olaf Jonsson sobre o artigo"Quando Jerusalém foi destruída?" publicado em Libertad Cristiana. Quando Jerusalém foi Destruída. Uma crítica ao artigo em duas partes publicados nas edições de A Sentinela de 01 de outubro de 2011 e de 1 de novembro de 2011. Disponível em: http://kristenfrihet.se/spanish/critique%20Wt%20Oct1%202011%20by%20coj.pdf. Acesso em 08/12/11.
Consegui a digitalização dos artigos - e agradeço de público aqui ao amigo que me ajudou a encontrá-la - e estou lendo o material para comparar com o comentário do Olaf.

Em princípio observei algumas diferenças da versão em português, em relação ao texto do Olaf.

Por exemplo ele afirma que todas as citações da Bíblia no artigo original (em inglês) têm indicação da tradução que é utilizada, com uma única exceção - afirma o autor -, que seria da Tradução Novo Mundo (NM), sem identificação.

Na versão em português acontece o mesmo, mas, como é o padrão da ACTJ, os textos tirados da NM (e não é apenas um, mas são muitos), não citam sua origem. Este, desde sempre tem sido o padrão da STV e é alertado no início de cada publicação da STV, por isso não me causa espanto saber que, na versão em inglês, a citação da NM esteja sem identificação. A STV sempre agiu assim e nunca escondeu de ninguém.

O interessante é que, na revista em português usa-se a Bíblia na Linguagem de Hoje (BLH), um caso de amor antigo da STV, embora vez por outra por ela condenado por ser uma paráfrase.

O que me surpreendeu também foi o uso da Versão Brasileira (VB). Uma excelente versão da Bíblia, do início do século XX, muito usada pela Sociedade nos anos 1960 e 1970, até à publicação da NM. Hoje esta é uma Versão rarissima e acredito que as TJs brasileiras dificilmente tenham acesso a ela pois é objeto de colecionador e, acredito, só pode ser encontrada em algumas bibliotecas pois seu editor, a Sociedade Bíblica Brasileira, parou há muito de produzi-la acredito que pela mesma razão que a STV a usava antes da NM, - porque essa versão usa em todo o texto do assim chamado Velho Testamento, o nome Jeová.

É interessante que a STV, para provar sua argumentação volte a recorrer a esta versão há muito relegada aàs estantes poeirentas e pouco visitadas de nossas bibliotecas.
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Re: Quando Jerusalém foi destruída?

Mensagem por erreve em Sex Dez 09, 2011 7:58 am

As considerações feitas aqui baseiam-se nos seguintes documentos:
  1. ref01:Libertad Cristiana. Quando Jerusalém foi Destruída. Uma crítica ao artigo em duas partes publicados nas ediçõesde A Sentinela de 01 de outubro de 2011 e de 1 de novembro de 2011. Disponível em: http://kristenfrihet.se/spanish/critique%20Wt%20Oct1%202011%20by%20coj.pdf. Acesso em 08/12/11.
  2. ref02: Quando Jerusalém antiga foi destruída? Parte Um - Por que isso é importante? - O que as evidências mostram. A Sentinela. Cesário Lange. Vol. 132. Nº 19. pgs. 26-31., out. 2011.

A Sentinela, afirma:

"Certo historiador disse que isso [a destruição de Jerusalém pelos exércitos de Nabucodonosor] levou a 'uma catástrofe, sim, à grande catástrofe'." - ref02- pg.26.

"Certo historiador..." é uma citação muito vaga (propositalmente?) esse pode ser o Zé das Galinhas, ali da esquina, ou pode ser Arnold Toynbee.

É um hábito da ACTJ cercar suas alegações de expressões vazias semelhantes. Expressões que negam ao leitor o direito de conhecer a fonte, ir até ela e confirmar oque a ACTJ está afirmando. Em minha humilde opinião, é um hábito desonesto. Nenhum apologista que usa esse subterfúgio pode ser encarado como sério ou, pior ainda, como honesto.

... "uma catástrofe, sim, à grande catástrofe".

A ACTJ nos pede que aceitemos esta frase como indicando uma autoridade qualquer, secular ou religiosa, anônima para seus leitores, que vê na destruição de Jerusalém em 607 AEC uma grande catástrofe. Isso é suficiente para você, leitor, depositar sua fé, confiança e vida no que a ACTJ diz?

Mas, felizmente para nós, Jonsson nos esclarece:

"Não se dá o nome do historiador, mas ele pode ser identificado como sendo Reiner Albertz e a declaração se encontra na página 8 de seu livro Israel in Exile: the History and Literature of the Sixth Century B.C.E. (Atlanta, Society of Biblical Literature, 2003). [Israel no Exílio: História e Literatura do Sexto Século A.C. Sociedade de Literatura Bíblica. 2003]" – ref01, pg. 4

Sabendo onde se encontra a citação, podemos examiná-la em seu contexto. E o que se constata?

"Sem dúvida, a declaração [feita no livro] não é a opinião de seu autor. Ele está escrevendo sobre como os livros dos Reis vêm o exílio, em comparação com uma perspectiva mais otimista de Jeremias, que não vê o exílio apenas como uma catástrofe, mas como 'uma oportunidade para um novo começo'." – ref01, pg. 4

Assim, podemos entender que o historiador citado pela ACTJ no início de seu artigo, não está emitindo sua opinião sobre a importância e a magnitude da destruição de Jerusalém em 607 AEC. Está apenas comparando os escritos bíblicos que a ela se referem.

Na verdade, Olaf chama a nossa atenção para o fato de que, do ponto de vista da nação de Israel, a destruição de Jerusalém em 607 AEC não foi uma catástrofe tão grande quanto a destruição de Jerusalém em 70 EC, quando a nação deixou de existir como uma nação teocrática. (ref01, pg. 5)
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Re: Quando Jerusalém foi destruída?

Mensagem por erreve em Sex Dez 09, 2011 10:26 am

As considerações feitas aqui baseiam-se nos seguintes documentos:
  1. ref01:Libertad Cristiana. Quando Jerusalém foi Destruída. Uma crítica ao artigo em duas partes publicados nas ediçõesde A Sentinela de 01 de outubro de 2011 e de 1 de novembro de 2011. Disponível em: http://kristenfrihet.se/spanish/critique%20Wt%20Oct1%202011%20by%20coj.pdf. Acesso em 08/12/11.
  2. ref02: Quando Jerusalém antiga foi destruída? Parte Um - Por que isso é importante? - O que as evidências mostram. A Sentinela. Cesário Lange. Vol. 132. Nº 19. pgs. 26-31., out. 2011.

Para justificar o interesse na precisão da data em que Jerusalém foi destruída por Nabucodonosor, a ACTJ apresenta duas razões:

"Primeiro, porque esse evento marcou um importante ponto de virada na história do povo de Deus. Certo historiador disse que isso levou a 'uma catástrofe, sim, à grande catástrofe'.
...
Segundo, porque saber o ano exato em que essa 'grande catástrofe' começou e entender como a restauração da verdadeira adoração em Jerusalém cumpriu uma profecia exata da Bíblia vai firtalecer sua confiança na autenticidade da Palavra de Deus." – ref02 – pg. 26

O primeiro motivo, citado pela ACTJ, já foi abordado na mensagem anterior. Virada muito maior "na história do povo de Deus" ocorreu em 70 EC.

Resta analisar quão "precisas" são as informações da Bíblia para dar suporte à data de 607 AEC.

Vale a pena examinarmos um pouco mais quanto a se são mesmo apenas esses motivos. Será que são mesmo os únicos motivos pelos quais a ACTJ está tão ansiosa em inculcar na mente de seus seguidores a data de 607 AEC como inquestionável?

Não, e o Sr. Jonsson nos lembra disso;

"A razão real por quê a Sociedade Watchtower insiste que Jerusalém foi destruída em 607 AC não é revelada pelos autores deste artigo. A verdade é que esta data é necessária para este grupo como ponto de partida para o seu cálculo de que 'os tempos dos gentios' (Lucas 21:24) se referem a um período de 2.520 anos que terminaria em 1914, quando eles acreditam que Jesus Cristo voltou de maneira invisível e depois de uma inspeção das demais denominações cristãs nomeou, em 1919 a Watchtower como seu único 'porta-voz' e 'canal de comunicação' na Terra. Sem a data de 607 AC, esta reivindicação tenderia a ser abandonada por ser um erro crasso e muito sério." – ref01 – pg. 5 (grifo do autor)

A razão apontada acima já foi objeto de discussão aqui onde se estabelecem alguns dos motivos já citados na pelo Sr. Jonsson.
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Re: Quando Jerusalém foi destruída?

Mensagem por erreve em Dom Dez 11, 2011 10:08 am

As considerações feitas aqui baseiam-se nos seguintes documentos:
  1. ref01:Libertad Cristiana. Quando Jerusalém foi Destruída. Uma crítica ao artigo em duas partes publicados nas edições de A Sentinela de 01 de outubro de 2011 e de 1 de novembro de 2011. Disponível em: http://kristenfrihet.se/spanish/critique%20Wt%20Oct1%202011%20by%20coj.pdf. Acesso em 08/12/11.
  2. ref02: Quando Jerusalém antiga foi destruída? Parte Um - Por que isso é importante? - O que as evidências mostram. A Sentinela. Cesário Lange. Vol. 132. Nº 19. pgs. 26-31., out. 2011.

Deve-se examinar a gora a segunda razão: apresentada:

"...
Segundo, porque saber o ano exato em que essa 'grande catástrofe' começou e entender como a restauração da verdadeira adoração em Jerusalém cumpriu uma profecia exata da Bíblia vai fortalecer sua confiança na autenticidade da Palavra de Deus." – ref02 – pg. 26

"... fortalecer a fé na autenticidade da Bíblia" é algo nobre e as Testemunhas de Jeová sempre estão perseguindo este alvo. No entanto, um olhar menos dogmático sobre as leituras alternativas do texto bíblico, isto é, interpretações diferentes das "oficiais" do Corpo Governante, não mudam, necessariamente, a "sua confiança na autenticidade da Bíblia. O próprio comentário da ACTJ demonstra isso, como veremos.

O primeiro texto analisado para sustentar a declaração de que a cidade Jerusalém junto com o inteiro território de Judá ficariam desolados por 70 anos é o texto de Jeremias 25:11.

A Sentinela desvia um pouco o foco da atenção do versículo 11 ao incluir na citação os versiculos 1 e 2 que, na Versão Brasileira (a versão utilizada pela revista)
A palavra que veio a Jeremias acerca de todo o povo de Judá, no quarto ano de Joiaquim, rei de Judá, (que era o primeiro ano de Nabucadrezar, rei de Babilônia); 2 palavra que o profeta Jeremias falou a todo o povo de Judá, a todos os habitantes de Jerusalém:...11 Toda esta terra virá a ser uma desolação e um espanto; estas nações servirão o rei de Babilônia setenta anos." Jeremias 25: 1, 2, 11 – Versão Brasileira (VB)

O versículo 11 é bastante claro, não há o que especular em relação a ele. os 70 anos, não se referem a uma desolação, mas ao "..servir ao rei de Bebilônia..." e não apenas a Judá, mas a "...estas nações ...".

A argumentação de A Sentinela para aplicar este texto exclusivamente a Judá se baseia nos seguintes pontos:

  • Segundo Êxodo 19:3-6 Israel estava num pacto com Yahweh e só a ele tinham que obedecer;
  • Em Jeremias 25:4, 5, 8, 9 (VB), Yahweh avisa por meio de Jeremias que enviaria o rei de Babilônia "...contra esta terra e contra os seus habitantes, e contratodasas nações ao redor.";


Mas ainda restam 3 versículos incluídos entre as "provas" de que Jerusalém e Judá deviam ficar desoladas 70 anos a serem considerados. São eles (na Nova Versão Internacional da Bíblia (NVI) a versão para a qual a ACTJ apela desta feita:

"Jerusalém cometeu graves pecados; por isso tornou-se impura. Todos os que a honravam agora a desprezam, porque viram a sua nudez; ela mesma geme e se desvia deles." Lamentações 1:8 - NVI

"Pecamos e nos rebelamos, e tu não nos perdoaste." Lamentações 3:42 - NVI

"A punição do meu povo é maior que a de Sodoma, que foi destruída num instante sem que ninguém a socorresse." Lamentações 4:6 - NVI

Até aqui, nada confirma a alegação da ACTJ de que isto implica em que Jerusalém e Judá jazeram desoladas por 70 anos, não é? Mas como a ACTJ encerra sua argumentação?

"Portanto, segundo a Bıblia, os 70 anos eram um perıodo de severa punição contra Judá, e Deus usou os babilônios como instrumento para infligir esse castigo." - ref02 – pg.27

Mas, espere aí! O tópico da revista onde se encontram estes argumentos é Setenta anos para quem? Os judeus pecaram, por isso foram para o cativeiro etc. etc. Independente do que aconteceu com Jerusalém ser ou não ser um "castigo de Deus", como querem os autores do artigo, o tópico em questão pretende provar que os 70 anos de Jeremias 25:11 se aplicam tão e exclusivamente a Jerusalém. Até agora isso não foi provado pela ACTJ. Pelo contrário, os versículos citados nada informam a respeito da duração do período em que o povo de Judá permaneceria cativo em Babilônia e nada indica que seriam 70 anos. E tudo, absolutamente tudo relativo a 607 AEC depende desesperadamente desses 70 anos de desolação de jerusalém terem mesmo acontecido. A alegada "punição de Deus" não deixaria de ser uma explicação religiosa aceitável para os crentes se esse período fosse, diferente de 70 anos. Quer dizer,

As pessoas com sentimentos religiosos podem até afirmar que a destruição de Jerusalém pelos babilônios foi uma punição de Deus, mas nada do que foi dito até agora pela A Sentinela, significa quanto tempo o castigo teria que durar. Seja esse período 70 ou mais ou menos anos.
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Re: Quando Jerusalém foi destruída?

Mensagem por Johannes em Dom Dez 11, 2011 10:33 am

Olhando por cima essa desenvoltura de argumentos intrincados e análises de eventos históricos, só consigo me lembrar de um texto da bíblia:

“Eu te louvo publicamente, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste cuidadosamente estas coisas dos sábios e dos intelectuais, e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque fazer assim veio a ser o modo aprovado por ti." - Lucas 10:21

Sábio aqui se refere a pessoas com um inteligência acima da média, e pequeninos é um eufemismo para pessoas de baixa capacidade intelectual.

Agora eu pergunto, como um "pequenino" pode "se achegar" ao Jeová Fodão, se precisa entender todo esse emaranhado de profecias com fatos históricos?

É simplesmente um paradoxo!

Bem que Jeová Fodão poderia aprender com o velho Buddha que uma vez passou todo o ensinamento dele para um monge que era considerado um "pequenino", somente pegando uma flor de lótus e a levantando alto com o braço, sem falar uma palavra. Nenhum monge entendeu oque Buddha estava fazendo, apenas o monge "pequenino" que simplesmente sorriu para o Buddha, e ele sorriu de volta. Esse sermão do lotus, acabou por ser a origem de uma das mais interessantes escolas budistas, o zen.

Não sei como alguém consegue simpatizar com um conceito de deus tão arcaico e grotesco quanto o de Jeová. Se eu tivesse conhecido Buddha nos meus tempos de teísmo e pré-ceticismo, eu facilmente o identificaria como o Deus Verdadeiro (embora o próprio Buddha se identificava como um homem, e não se interessava sobre a existência ou não de um deus criador e todo-poderoso).
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Re: Quando Jerusalém foi destruída?

Mensagem por erreve em Dom Dez 11, 2011 10:43 am

Bem, só estou postando isso porque o Romeu me pediu para manter o TJs e aí escrevo lá, trago para cá. Na verdade toda essa argumentação me é tremendamente aborrecida.

Eu também não entendo porque as pessoas não vêm o óbvio.

O mais engraçado nisso tudo é que o Olaf comenta no final de sua análise dos dois artigos de A Sentinela que, não fossem os absurdos defendidos pela ACTJ, não haveria nenhuma contradição entre o que Bíblia diz e o que a história fala a respeito da destruição de Jerusalém. Quem criou a contradição foi A ATCTJ para se manter viva com o argumento de 1914.

Quer dizer, para sustentar um erro, a ACTJ não evitou nem mesmo ser ela, um veículo de descrédito para a Bíblia. É interessante ver até onde eles, os velhinhos do Corpo Governante, chegam com as suas verdadeiras prioridades.
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Re: Quando Jerusalém foi destruída?

Mensagem por Johannes em Dom Dez 11, 2011 10:58 am

1914 e suas bases, foi um dos motivos que me levaram a sair da Torre.

Mas admito que eu nem conhecia direito essa doutrina quando eu era TJ, eu só sabia que ela era a doutrina central das TJ's. Mas era muito complicada a explicação da Torre, tanto que eu simplesmente a aceitava e prometia a mim mesmo que um dia eu a iria estudar e entender perfeitamente. Quando eu fui fazer isso, acabei por confirmar que era uma piada de mal gosto.

Afirmo categoricamente que NENHUMA TJ conhece essa doutrina de forma satisfátoria. No dia que a conhecerem, se chegarem a esse ponto, deixarão de ser TJ's. 1914/607 é o fruto proibido das TJ's.

E por mais estranho que isso possa parecer, tenho a impressão que TODA TJ sabe disso, porque esse assunto é quase como um tabu entre as TJ's, mesmo se for a própria explicação da Torre.

É um fenomeno interessante.

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Re: Quando Jerusalém foi destruída?

Mensagem por Regis Medina em Dom Dez 11, 2011 6:34 pm

Também acho que não Johannes. Quando TJ eu me achava bem informado sobre as doutrinas da Torre, mas quando me deparei com a questão da base para 607 AEC minha segurança doutrinal se espatifou. Foi o começo da libertação de minha mente.
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Re: Quando Jerusalém foi destruída?

Mensagem por erreve em Qui Dez 15, 2011 12:07 pm

Antes de continuar, vamos fazer um rápido (embora um pouco extenso) intervalo para se esclarecer o que está se buscando com esta série de mensagens.

Há um sério conflito entre o que dizem os historiadores e arqueólogos sobre a data da destruição de Jerusalém pelos Babilônios e o que a Associação Cristã das Testemunhas de Jeová (ACTJ, braço legal/secular das Testemunhas de Jeová que no passado já foi conhecida como Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados, cuja matriz nos Estados Unidos é a Watchtower) vem afirmando há mais de 100 anos:

  • A ACTJ Data em 607 AEC a destruição de Jerusalém e de seu templo; e,
  • Os historiadores a fixam em 587 AEC ou 586 AEC

Esta data tem um reflexo direto na contagem que a ACTJ faz para calcular quando se completam o Tempos dos Gentios, quando acreditam que o Reino de Deus foi estabelecido nos céus. Começando a contagem em 607 AEC, o final do período identificado como Tempos dos Gentios coincidiria com 1914 EC, o que não acontece se a data for jogada 20 anos para frente, isto é, para 587 AEC ou 586 AEC.

Mas, onde entra nisso o intervalo de tempo que Israel permaneceria cativo em Babilônia? Essa informação é essencial e compõe todo um conjunto de premissas usadas pelas Testemunhas de Jeová para proclamar que a volta de Cristo, de maneira invisível, se deu em 1914. Na verdade esta doutrina foi estabelecida em fins do século XIX pelo primeiro presidente da Watchtower, o Pastor Charles Taze Russell.

Em Lucas 21:24, registra-se a seguinte declaração de Jesus:"E Jerusalém será pisada pelas nações, até se cumprirem os tempos designados das nações (ou 'tempos dos gentios', segundo algumas versões da Bíblia)".

A interpretação dada pela ACTJ a esta passagem é que o Reino de Deus, conforme representado por Jerusalém, cidade capital dos reis davídicos, seria "pisado", isto é, estaria impedido de exercer sua soberania por reis gentios, não judeus durante o período identificado como "tempo designado das nações".

Desse registro bíblico surgem, naturalmente, duas perguntas: qual a duração dos 'tempos designados das nações' durante os quais Jerusalém seria pisada e quando teria iniciado a contagem desse período.

Com relação à primeira pergunta, a ACTJ, através de um raciocínio um tanto complexo define que os 'tempos designados das nações' duraram 2.520 anos.

Pelo entendimento da ACTJ, esse período teria começado quando Jerusalém foi destruída e seus habitantes foram levados cativos para Babilônio.

Descobrir a data em nosso calendário de quando começaram a ser contados esses 2.520 é um outro problema, muito mais complexo, pois a Bíblia não tem datas absolutas registradas e normalmente para conhecê-las e convertê-las em datas reconhecidas pelos leitor moderno, há que se comparar o registro bíblico de eventos seculares (por exemplo o ano de ascenção de um rei, o número de anos que ele reinou etc.) com as informações históricas, seculares, obtidas pelos historiadores de registros não bíblicos e das descobertas arqueológicas.

Com relação à destruição de Jerusalém pelos babilônios, não há nenhum registro bíblico de um evento secular documentado que possa ser confrontado com seu registro histórico para se determinar a data exata em nosso calendário em que tal evento ocorreu.

Contudo, a Bíblia registra um evento secular relacionado à libertação dos judeus de seu cativeiro babilônico ao citar um documento oficial (secular) que permite sua datação precisa em nosso calendário. Trata-se da transcrição, no Livro de Esdras, capítulo 1, versículos de 1 a 4, do decreto de repatriação dos judeus, assinado por Ciro, o conquistador de Babilônia. O versículo 1 do texto citado reza em parte:

"E no primeiro ano de Ciro, rei da Pérsia, para que se consumasse a palavra de Jeová da boca de Jeremias..." - Esdras 1:1a (NM)

Segundo os registros históricos e arqueológicos disponíveis, o primeiro ano de Ciro ocorreu entre 538 AEC e 537 AEC.

Os registros históricos também colocam a data da destruição de Jerusalém em 587/586 AEC

A ATCJ optou por escolher a data de 537 AEC., ano em que o Judeus retornaram de Babilônia para Jerusalém, como sendo a data a partir da qual faria os seus cálculos e ignorar as evidẽncias que apontam para os anos 587/586 AEC como o ano da queda do Reino de Judá. [1], [2] E a razão para essa escolha é óbvia: A citação de Jeremias feita por Esdras 1:1 e o fato de, no livro de Jeremias dois versículos (Jeremias 25:11 e Jeremias 29:10) apontarem para um período de 70 anos, fornecem à ACTJ os argumentos de que ela precisava para justificar suas profecias a respeito de 1914.

Jeremias 25:11 foi considerado numa mensagem anterior. O capítulo 29, versículo 10, será considerado em outra mensagem.

Mas voltando à linha de raciocínio imposta pela ACTJ aos seus adeptos...

O cálculo dos tempos dos gentios se torna razoavelmente "simples", desde que se aceitem as seguintes interpretações particulares da ACTJ:
  1. O "pisar" de Jerusalém significa o período de tempo em que o Reino de Deus deixou de ter um representante na Terra e não interferiu nos assuntos humanos;
  2. Os 'tempos designados das nações' (tempos dos gentios) durariam 2.520 anos;
  3. Os 70 anos de Jeremias se referem ao tempo em que Jerusalém permaneceria desolada, sem habitante.


Simplificadamente, a equação, consideradas as hipóteses das linhas acima, se resolve do seguinte modo:
  • Se os judeus retornaram para Jerusalém em 537 AEC e se a cidade ficou desolada por 70 anos, então foi destruída 70 anos antes, isto é, 607 AEC.
  • 2.520 anos a partir de 607 AEC findam em 1914 EC


Como disse, esta é uma maneira muito simplificada de explicar o ponto de vista da ACTJ (Watchtower, Torre de Vigia etc) mas atende ao propósito do comentário de Olof Jonsson que é mostrar que, segundo a Bíblia, os 70 anos de Jeremias não se aplicam à destruição de Jerusalém.

----
Notas:
[1] Uma explicação detalhada do processo que levou a esta escolha pela ACTJ pode ser lida em: Jonsson, Olof. The Gentile Times Reconsidered – Cronology and Christ Return. 4ª Ed.Comentary Press:Atlanta. 2004. ISBN 0-914675-07-9. Pgs. 74-76.
[2] Há uma excelente tradução para o português do livro de Olof Jonsson cuja versão em PDF estava sendo comercializado por menos de US$ 7,00. no sítio das publicações em português da Comentary Press. Infelizmente a publicação está rotulada como esgotada. Disponível em http://www.commentarypress.com/Detail/por_gentile.html. Acesso em 15/12/11)
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Re: Quando Jerusalém foi destruída?

Mensagem por Altair Matos em Sex Dez 30, 2011 7:00 pm

Fico imaginando aqueles que escrevem os artigos da Torre sobre este assunto. Como eles conseguem engolir esta FLAGRANTE MENTIRA? Nos estudos de A Sentinela, onde dão seus comentários, o que realmente pensam?
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Re: Quando Jerusalém foi destruída?

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