Moyle x Rutherford

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Moyle x Rutherford

Mensagem por erreve em Dom Out 10, 2010 1:41 pm

Prezados achei no JWDF, um relato interessante sobre Olyn R. Moyle, advogado que trabalhou para a Torre de Vigia em meados da década de 1930, que nos revela alguns fatos sobre a personalidade do pitbull Rutherford.

Como o assunto é um pouco longo, vou postá-lo por partes, conforme o tempo me permita traduzir o material disponível. A quem se interessar pelo assunto e souber inglês sugiro ir ao seguinte thread daquele fórum:

Assunto postado por cabasilas em 12/08/09.
1941 Watchtower Resolution Condemning Moyle – PDF. http://www.jehovahs-witness.net/watchtower/bible/180105/1/1941-Watchtower-Convention-Resolution-Condemning-Moyle-PDF. Acesso em 12/08/2009.

A seguir as traduções:

1º da carta de Moyle para Rutherford:
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Re: Moyle x Rutherford

Mensagem por erreve em Dom Out 10, 2010 1:42 pm

O original desta carta, em inglês pode ser encontrado em:
http://www.freeminds.org/organization/rutherford/olin-moyle-resignation-letter-to-joseph-rutherford.html. Acesso em 14/08/09.

OLIN R. MOYLE Advogado
117 Adams Street. Brooklyn . New York
Telefone Triangle 5-1474
21 de julho, 1939
Juiz J. F. Rutherford, Brooklyn, N. Y.

Prezado Irmão Rutherford

Esta carta é para notíficá-lo de que nossa intenção de deixar Betel no próximo dia 01 de setembro. As razões para nossa saída estão descritas a seguir, para as quais solicitamos mais do que cuidadosa atenção.

As condições em Betel são assunto de interesse para todos os do povo do Senhor. Em nenhum lugar, entre os homens imperfeitos, pode-se esperar encontrar perfeita liberdade da opressão, discriminação e maus tratos, mas na sede dos escritórios do Senhor, na Terra, as condições devem ser tais que as injustiças sejam reduzidas ao mínimo. Este não é o caso aqui em Betel e deve-se protestar contra isso. Estou em boa posição para fazê-lo porque seu tratamento a mim, geralmente, tem sido gentil, considerado e justo. Posso fazer este protesto nos melhores interesses da família de Betel e do serviço do Reino, sem qualquer interesse pessoal no assunto.

Tratamento da Família de Betel
Assim que chegamos a Betel ficamos chocados ao testemunhar o espetáculo de nossos irmãos recebendo de V. Sa. o que foi classificado de uma "reprimenda" sua. A primeira, se não me falha a memória, foi umja descompustura passada contra C. J. Woodworth. Numa carta pessoal dirigida a V. Sa., Woodworth afirmou que seria servir ao diabo continuar usando nosso calendário atual. Por esta carta, ele foi humilhado, chamado de imbecil e recebeu uma "chicotadas" públicas. Outros foram tratados de maneira similar. McCaughey, McCormick, Knorr, Prosser, Price, Van Spima, Ness e outros foram igualmente escarnecidos. Eles foram chamados publicamente para prestar contas, foram condenados e repreendidos sema aviso prévio. Neste verão, foi feita uma das mais injustas repreensões públicas. J. Y. McCauley fez uma pergunta na qual estava incluído um questionamento ao método atual de estudo de A Sentinela. Por causa disso ele foi severamente reprimido. A atitude de V. Sa. constituiu uma violação mesmo do princípio pelo qual lutamos, a saber, o da liberdade de expressão. Foi a atitude de um patrão e não a de um co-escravo. Garantir uma maneira eficiente de estudo com dirigentes de estudo imperfeitos não é uma tarefa fácil e nenhum método já inventado se provou cem por cento perfeito. V. Sa. afirmou que não recebeu qualquer reclamação quanto a este método de estudo. Há reclamações em vários lugares onde o estudo da Sentinela se degenerou na mera leitura das lições. Pode ser que o método atual seja o melhor que pode ser utilizado, mas em vista de suas limitações, a crítica honesta não deve ser censurada, nem os críticos honestos devem ser punidos.

O irmão Worsley recebeu do sr. Uma denúncia pública porque ele preparou e encaminhou para os irmãos uma relação de citações de textos das Escrituras sobre alguns assuntos fundamentais. Como podemos, consistentemente, condenar os religiosos intolerantes quando V. Sa. é intolerante para com aqueles que trabalham consigo? Não é isso uma prova de que a única liberdade permitida em Betel é a de dizer e fazer apenas aqueilo que V. Sa. deseja que seja dito e feito? O Senhor nunca o autorrizou a exercer tal autoridade pesada sobre os seus co-escravos.

Desde a reunião do Madison Square Garden tem havido condições estressantes de restrição e de suspeita em Betel. Os indicadores foram colocados em pontos difíceis, mas fizeram um trabalho excelente. Eles foram cuidadosos e diligentes em vigiar os que estavam chegando e evitaram vários tipos suspeitos de entrar. Eles agiram imediatamente ao começar os distúrbios e e dominaram a situação que, de outro modo, poderia ter atingido graves proporções. Mas mesmo até duas semanas após os acontecimentos, ouviam do V. Sa., constantemente, críticas e condenações. Eles foram acusados de negligência no cumprimento do dever e foram chamados de "afeminados". Ver alguns desses rapazes arrazados e chorar por causa de suas observações grosseiras, foi triste para dizer o mínimo.

A irmandade de Betel tem demonstrado completamente sua lealdade e devoção ao Senhor, e não precisa ser rebaixada por erros cometidos. Uma sugestão ou uma admoestação amorosa de vossa parte seriam mais do que suficientes para corrigir qualquer ação errada, eliminariam ressentimentos e criariam um clima de maior felicidade e conforto para a inteira família. Várias vezes V. Sa. tem afirmado que na organização do Senhor não existem patrões, mas não se pode fugir da realidade inegável de que seus atos de xingar e repreender esses jovens foi a atitude de um patrão. Entristece e repugna profundamente alguém escutar os relatos deles. Se V.Sa. parar de espancar seus co-trabalhadores, Betel será um lugar mais feliz e o trabalho do Reino prosperará conformemente.

Discriminação
Dizemos ao mundo que todos na organização do Senhor são tratados igualitariamente e ganham a mesma coisa, no que concerne aos bens deste mundo. V. Sa. sabe que este não é o caso. Os fatos não podem ser negados. Tome, por exemplo, a diferença entre as acomodações que estão à sua disposição e de seus assistentes pessoais comparadas com as dos irmãos. V. Sas., têm muitos, muitos lares: Betel, State Island, California etc. Fui informado que até mesmo na Fazenda do Reino uma casa é mantida para seu uso pessoal durante os curtos períodos em que o sr. passa lá, e o que têm os nossos irmãos que servem lá? Quartos pequenos, sem aquecimento durante o frio inclemente do inverno. Eles vivem em suas cabines como se estivessem num acampamento. Isto pode estar correto se necessário, mas há muitas casas na fazenda sem uso ou para outros propósitos que poderiam ser utilizadas para dar algum conforto aos que trabalham tanto e tão incansavelmente.

V. Sa.. trabalha numa ótima sala com ar condicionado. V. Sa.. e seus assistentes passam uma boa parte da semana nas localidades tranquilas do país Os rapazes da fábrica trabalham diligentemente nos meses quentes do verão sem tais ajudas ou qualquer preocupação em dar a eles tais confortos. Isto é discriminação que merece sua total atenção.

Casamento
Aqui também se mostra um tratamento diferenciado e discriminatório. Um irmão deixou Betel há algum tempo para se casar, e, então, segundo fui informado, foi recusado para o privilégio de ser pioneiro em Nova York, aparentemente como uma reprovação oficial por ter deixado Betel. Por outro lado, quando Bonnie Boyd se casou, ela não precisou deixar Betel. Se lhe permitiu trazer seu marido, a despeito da regra escrita dizendo que se exigia que os cônjuges já tenham vivido em Betel pelo menos por cinco anos.

Tratamento rigoroso para um e tratamento especial para outro é discriminação e não deveria ter lugar na organização do Senhor.

Linguagem suja e vulgar
As injuções bíblicas contra linguagem impura e suja e imprecações nunca foram condenadas. É chocante e nauseabundo ouvir linguagem vulgar e palavrões em Betel. Uma irmã informou que esta era uma das coisas as quais o sr. estava acostumando a fazer em Betel. Uma gargalhada alta surgia na mesa quando se contava uma piada suja ou de duplo sentido.

Bebida
Sob a sua tutela, há um engrandecimento do álcool e uma condenação da abstinência total. Se um servo de Jeová consome bibida alcoólica não é assunto de minha competência, exceto tentar ajudar um irmão que tropece por causa disso. Se, do mesmo modo, eu sou um abstêmio total, este é um assunto que não interessa a ninguém exceto a mim mesmo. Mas este não é o caso em Betel. Parece ser uma política definida, introduzir ao consumo de álcool os novos que chegam a Betel e se mostra ressentimento contra os que não aceitam participar. A mensagem é "ninguém pode ser um verdadeiro betelita sem beber cerveja". Pouco depois de chegarmos a Betel, foi afirmado arrogantemente; "não se pode fazer muito pelo Boyle, mas podemos fazer de Pedro um homem". Um irmão de Nova York deduziu que eu estava em desarmonia com a verdade e com a sociedade porque eu não tomava bebidas alcoólicas. Uma irmã de Nova York afirmou que nunca usara bebidas alcoólicas, nem as servia até que uns rapazes de Betel insistiram com ela para que o fizesse. Um irmão que abusava das bebidas alcoólicas, se tornou um abstêmio total antes de conhecer a verdade. Ele sabia que um único gole de álcool o levaria de volta aos velhos hábitos, mas, apesar disso, irmãos de Betel insistiram para que ele bebesse e sugeriram que ele estava em desarmonia com a organização se se recusasse. Abstêmios totais são vistos com desprezo e como pessoas fracas. V. Sa. rotulou os abstêmios publicamente de fanáticos e portanto compartilha da responsabilidade pela atitude em homenagem a Baco adotada por alguns membros da família.

Estas são algumas das coisas que não têm lugar na organização do Senhor. Há outra injustiças mais lamentáveis, mas não tive contacto pessoal com elas e, portanto, não posso discuti-las.

Não foi uma tarefa agradável escrever tais coisas para V. Sa. e é ainda mais difícil concretizar este protesto deixando Betel.

Desfizemos de nossa casa e nosso negócio para vir para Betel e tínhamos a total intenção de passar o resto de nossa vida neste lugar, no serviço do Senhor. Saímos para que se registre mais enfaticamente nosso desagrado com as condições injustas relatadas nesta carta. Não estamos deixando o serviço do Senhor, mas continuaremos a servi-LO e à Sua organização com toda a força e meios possíveis.

Nem estou me esquivando da peleja nos tribunais com as hostes do Diabo. Pretendo voltar a exercer privadamente a advocacia, provavelmente em Milwaukee, Wisconsin, e espero estar na batalha de todas as formas possíves. Estou anexando a esta carta a situação dos principais casos em que eu participei e que ainda estão pendentes. Seria desarrazoado e injusto largar em seu colo tais assuntos sem fornecer-lhe futura assistência ou consideração. Estou pronto e desejo entrar com tais ações no tribunal tão vigorosa e cuidadosamente como se ainda estivesse em Betel e o farei se este for o seu desejo.

Consideramos durante algum tempo esta atitude, mas esta carta foi encaminhada a V. Sa. no exato momento em que estamos partindo numa viagem de férias por razões muito específicas: Primeiro: É preciso que V. Sa. tome tempo para meditar e considerar os assuntos aqui relatados antes de tomar alguma decisão. Uma ação mal pensada ou tomada em meio a ira pode vir a ser lamentada. Segundo: Francamente eu não quero ter sobre estes assuntos, uma discussão verbal com V. Sa. Tive tempo suficiente para entender que um assunto controversial não é tratado [por V. Sa.] numa discussão calma e arrazoada sobre os fatos apresentados. Frequentemente terminam numa acusação sua contra alguma pessoa.

Não estou intreessado neste tipo de batalha verbal. Estas declarações são as razões apresentadas pela Irmã Moyle e eu para deixarmos Betel. Se falamos erradamente ou caluniosamente seremos responsáveis perante o Senhor por tais declarações criminosas. Se, por outro lado, falamos a verdade, e enfaticamente afirmamos que tudo aqui relatado é a verdade, então há uma responsabilidade imediata de vossa parte em remediar as condições constantes deste protesto. Minhas orações são para que o Senhor possa guiá-lo no justo e amoroso tratmento de seus co-trabalhadores.

Seu Irmão no serviço do Rei,

Olin R. Moyle.

P.S. Caso V. Sa. deseje me escrever sobre estes assuntos durante minhas férias poderei ser contactado após 29 de julho em Ticonderoga, New York, General Delivery.
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Re: Moyle x Rutherford

Mensagem por erreve em Dom Out 10, 2010 1:45 pm

Um Pouco de História

Os dados a seguir são traduzidos da [link2]Wikipédia,http://en.wikipedia.org/wiki/Olin_R._Moyle[/link2] em inglês, que contém um verbete sobre Moyle.

Olin Richmond Moyle (1887-1966) foi consultor legal da Watch Tower Bible and Tract Society de 1935 a 1939. Ele ajudou nas representações das Testemunhas de Jeová em dois casos perante a suprema corte dos Estados Unidos que estabeleceram precedentes sobre as liberdades da Primeira Emenda. Uma disputa com o presidente da Watch Tower Society , J. F. Rutherford levou Moyle a processar a sociedade por calúnia devido a um artigo na revista The Watchtower.

....

Moyle trabalhou no famoso caso Minersville School District v. Gobitis tendo vencido no julgamento a nível de tribunal e numa primeira apelação. Entretanto, depois da remoção de Moyle do caso, a Minersville School District apelou do caso Gobitis na Suprema Corte. O próprio Rutherford apresentou a defesa em 1940 e o tribunal decidiu contra as Testemunhas de Jeová por 8 votos contra 1. Foi essa decisão que disparou em todo o país uma onda de violência contra as Testemunhas de Jeová que durou por vários meses.

Ação por Difamação
Embora Moyle tenha avisado que seu desligamento teria efeito apenas a partir de 01 de setembro, a Watch Tower o desligou imediatamente e ele retornou para sua congregação de origem em Wisconsin. Em 15 de outubro de 1939, os diretores responderam através das páginas de The Watchtower, afirmando que "cada parágrafo daquela carta era falso, estava cheio de mentiras e era uma difamação e uma calúnia iníquas". O artigo comparou a atitude de Moyle à de Judas Iscariotes.

Os membros do corpo de diretores aqui representados se ressentem da crítica injusta que aparece nesta carta, condena o escritor e suas ações e recomenda que o presidente da Sociedade termine imediatamente o relacionamento de O. R. Moyle como representante legal da Sociedade e como membro da família de Betel — Joseph F. Rutherford, The Watchtower, 15/10/1939.

Moyle foi desassociado por sua congregação que escreveu uma carta para a The Watchtower afirmando que eles nunca leram a carta de Moyle, mas desaprovavam suas ações e "nunca deram atenção a acusações contra o Irmão Rutherford". Em 1940, Moyle processou a Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania e a Watchtower Bible and Tract Society of New York pelo artigo em The Watchtower. Rutherford apresentou uma resolução pública contra Moyle no congresso de 1941 se referindo ao número de 15 de setembro de 1941 da The Watchtower. Moyle venceu o processo e o tribunal condenou a Watchtower a pagar US$ 30.000 por danos morais, valor que foi reduzido para US$ 15.000 após apelação.
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Re: Moyle x Rutherford

Mensagem por erreve em Dom Out 10, 2010 1:45 pm

Segue a Resolução que foi lida na Assembleia de 1941.

O original, em inglês, pode ser baixado da Internet no sítio:
http://www.filesend.net/download.php?f=81dce6a7646d1cb7feb38c25c8fb49c4

[centralizar]RESOLUÇÃO[/centralizar]

PARA PROTEÇÃO dos servos da TEOCRACIA E DE TODOS OS QUE TÊM BOA VONTADE PARA COM O GOVERNO TEOCRÁTICO POR CRISTO JESUS, este corpo dos servos de JEOVÁ em Saint Louis, adotam aqui e encaminham para os seus companheiros servos do Senhor a seguinte mensagem:

CONSIDERANDO que certo O. R. Moyle que professava ser totalmente dedicado ao GOVERNO TEOCRÁTICO DE JEOVÁ por Cristo Jesus, foi em particular, durante quatro anos, o consultor legal e o advogado do corpo de Diretores da WATCHTOWER BIBLE AND TRACT SOCIETY e, em geral, consultor e advogado dos membros da dita sociedade e, nessa posição e ofício lhe foram confiados muitos assuntos confidenciais relacionados aos interesses do reino; e

CONSIDERANDO que o dito Moyle, cedendo à influência do adversário se tornou um murmurador, lamentador e pesquisador de falhas em seus irmãos, tendo levantado suas queixas e lamentos principalmente contra membros do Corpo de Diretores da dita Sociedade e da Família de Betel. (Judas 16-19) e que, sem razão ou desculpa, escreveu uma carta contra os membros da dita Sociedade e contra os interesses da família de Deus em Betel e que publicou e circulou a dita carta para muitos outros e que tal carta com as falsas acusações que ela continha foi mandada e circulou em violação das Escrituras, particularmente em Mateus 18:15-17; e

CONSIDERANDO que o Corpo de Diretores da dita Sociedade, para informação e proteção dos muitos servos de JEOVÁ DEUS que são membros da dita sociedade, publicaram na Watchtower uma declaração sobre a conduta imprópria do dito Moyle; e

CONSIDERANDO que o dito Moyle, sem desculpa e violando as Escrituras, deu entrada e abriu a um processo de calúnia e difamação nos tribunais mundanos, contra os diretores da WATCHTOWER BIBLE AND TRACT SOCIETY , e que "Procurando lucro injusto" (Tito 1:11) ele exige a soma de US$ 100.000, sabendo bem que qualquer quantia que ele possa vir a receber em razão do dito processo legal seria tirada dos fundos totalmente devotados à TEOCRACIA e que, portanto, sua acusação é uma batalha contra a organização de JEOVÁ. A ação do dito Moyle ao instituir tal processo foi, e é, uma clara violação do seguinte trecho das Escrituras: "Ousa algum de vós que tiver algo contra outro ir aos tribunais injustos e não perante os santos?" 1 Coríntios 6:1; e

CONSIDERANDO QUE Moyle, desde a instituição dos ditos processos nos tribunais do mundo tem enviado e continua a enviar, circular e publicar cartas e literatura em oposição aos responsáveis e servos da dita WATCHTOWER BIBLE AND TRACT SOCIETY e em oposição à literatura produzida pela dita Sociedade e que ele o faz com o manifesto propósito de causar divisão entre os servos de Deus;

PORTANTO, esta convenção dos servos de JEOVÁ, sem qualquer má intenção contra alguém, mas de boa vontade para com todo aquele que ama a justiça, sente ser seu dever e obrigação alertar seus irmãos espalhados pelo país sobre a supramencionada conduta antibíblica do dito Moyle e esclarecer os fatos e as Escrituras [aplicáveis] que mostram que ele se tornou um da classe do servo iníquo descrita pelo Senhor em Mateus 24:49 e em 2 Tessalonicenses 2:1-5.

PORTANTO NÓS, admoestamos e alertamos a todos que são devotados ao GOVERNO TEOCRÁTICO de Cristo Jesus que evitem o dito Moyle e a literatura e publicações que ele faz circular em oposição à WATCHTOWER BIBLE AND TRACT SOCIETY, e que, fazendo assim, nossos irmãos são guiados pela Escritura que diz: "Alerto-vos, irmãos: marcai os que causam divisões e ofensas contrárias à doutrina que aprendestes; e os evitai. Pois tais não servem a nosso Senhor Jesus Cristo, mas seus próprios ventres; e por palavras doces e discurso suave enganam os corações dos simples." – Romanos 16:17, 18. (Ver também 1 Timóteo 3:6).

NÓS AQUI REUNIDOS, damos graças ao Senhor de que Ele fez os Seus servos, o Corpo de Diretores da dita Sociedade e a WATCHTOWER, publicar na WATCHTOWER uma nota de alerta contra a conduta imprópria do dito Moyle, com o propósito de alertar todos os fiéis e para que não houvesse diminuição na obra de pregação, na qual os servos fiéis de Deus estão empenhados, Alerta esse que Moyle usou como base para seu processo de danos morais. Alertamos e admoestamos a todos que amam a JEOVÁ e SEU GOVERNO, por CRISTO JESUS, que se esforcem ao máximo para tornar conhecido o nome de JEOVÁ e o Seu Reino.

O Presidente [da seção em que foi lida a Resolução] anunciou que a resolução foi unanimemente adotada por 65.000 presentes na Assembléia Teocrática de 1941 das testemunhas de Jeová.
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