Desassociação: A Culpa É Deles Não Sua

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Desassociação: A Culpa É Deles Não Sua

Mensagem por erreve em Dom Fev 06, 2011 2:35 pm

Encontrei o comentário abaixo e resolvi trazê-lo para cá, pois levanta um aspecto que não tem sido muito bem tratado: “A quem cabe a maior parcela de culpa pelas desassociações?”

O C.G. Faz as TJs acreditarem que apenas os desassociados se colocam em tal situação. O “post” a seguir, mostra que não é bem assim.

O anúncio “João (Maria) Silva não é mais uma Testemunha de Jeová” está acontecendo cerca de 70.000 vezes, todo ano. A Sociedade deseja que seu rebanho acredite que tais membros se tornaram, tão além do arrependimento, que se tornou necessário removê-los dentre os membros fieis.

Acredito que nada esteja tão longe da verdade.

Estes membros perderam sua aceitação tácita a respeito das interpretações da Torre de Vigia, muito antes do anúncio formal. Embora seja verdade os recentes lembretes ao rebanho de que o corpo governante precisa de obediência num nível virtualmente igual àquela exigida pelo Cristo, a causa do resfriamento de um membro até chegar ao anúncio não é, necessariamente, uma rejeição ao poder aprisionador do Corpo governante. Quando eu era um seguidor fiel, sentia que eles me pediam o impossível. Dei a esta tarefa um esforço considerável.

Isto é o que acontece com pessoas que são hipnotizadas. Não importa qual a sugestão dada pelo hipnotizador, eles tentarão realizá-la. A definição a seguir vem da Wiki e é dada por James Indi, um mágico profissional e um cético. Ele define [hipnotismo] “como um acordo mútuo entre o hipnotizador e hipnotizado, em que o hipnotizado cooperará em obedecer ao que for sugerido.”

Envolve credibilidade. Nada destrói mais a confiança entre as partes do que ver os pontos vulneráveis do outro. Maridos e esposas encontram isso frequentemente e acabam se divorciando. A familiaridade leva a brigas, diz o ditado, e isso acontece todos os dias. Um dos cônjuges falha em sustentar seu lado do acordo – comportamento infiel, higiene, falta de respeito e de atenção – e o outro o nota. Um comportamento que era visto como engraçado antes do casamento e visto agora, depois de concretizados os laços, como provocativo.

Muito finalmente vêm os pontos vulneráveis na armadura da Torre de Vigia. Contradições em assuntos doutrinais e mudanças nos ensinos são as principais razões. Não surpreende quando a Torre de Vigia diz que não há nada. “Espere em Jeová” é a principal defesa nestes casos. “Espere que, a seu tempo, isso se resolva” é outra sugestão muito usada pelos em autoridade. Muitos dos antigos aceitavam estas desculpas.

O problema é que desculpar cansa. Em minha opinião, o sentimento do indivíduo quanto ao que é próprio ou apropriado se torna o principal fator de avaliação. O velho adágio “a Sociedade comete erros porque eles são humanos”, não mais atinge seu objetivo. À medida em que nos tornamos adultos sabemos internamente o que é certo e o que é errado. Sabemos o que é, por exemplo, a honestidade, e que uma mentira é imensamente diferente de um erro. Minha mãe me disse várias vezes: “podem haver erros honestos mas nunca esse negócio de mentiras honestas.” Para muitos a provada falta de honestidade nas páginas das publicações da Torre de Vigia é o que provoca a quebra do acordo.

Este seguidor se torna desiludido com suas recém-encontradas descobertas. As desculpas que ele usa [para defender a Sociedade] o incomodam desconfortavelmente cada vez que alguém o desafia no ministério. O que antes eram proibições fáceis de serem seguidas – imoralidade, desonestidade, uso do tabaco – todas se tornam permitidas para a testemunha recém-abalada. Agora, quando tentada em atos que no passado eram fáceis de serem rejeitados, a testemunha se pergunta: “Por que não?” “Quem são eles para me dar ordens? Eu já cansei de suas autojustas proclamações depois de ver o que eles têm publicado ao longo dos anos. Eles é que devem ser julgados por algum tribunal universal. Se eles descobrirem, quem se importa com isso? Não estou mais sob sua jurisdição. Não estou fazendo isto a despeito deles. Estou fazendo isso por causa deles. Eles é que devem ser censurados.

Um raciocínio enganos, sem dúvida. Pegar uma DST não é um pagamento justo pela recém-encontrada liberdade do estado hipnótico. Mas acontece. Esta pessoa se torna vítima de outra desilusão. Ele “liberou total” durante muito tempo. Felizmente, em muito casos esta “liberação” não foi fatal. Fatalmente a pessoa pode – ou não – ser capaz de dar a volta por cima. Suicídios parecem ocorre em maior número entre os que compõem este supostamente “povo feliz”. A verdade é que a Torre de Vigia partilha de fato da responsabilidade pela queda de seus seguidores.

O divisor de águas? A vítima é expulsa. Certamente ela se engajou em alguma ação que foi contra os padrões deles, mas na maioria dos casos eles não ficaram surpresos. “Você lamenta o que fez? Você se arrepende?” Mais de um ancião com experiência em comissões judicativas me têm dito que a falta de arrependimento é a causa por trás da maioria das desassociações.

Por que as pessoas não se arrependem? A quem cabe a maior parcela de culpa? Você é o juiz.

Len



FATFREEK2005. Disfellowshipping -- the fault is theirs, not yours. Publicado em: http://www.jehovahs-witness.net/watchtower/scandals/205541/1/Disfellowshipping-the-fault-is-theirs-not-yours. Acesso em: 06/02/11.
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